quinta-feira, 3 de abril de 2014

Molde

Desde a última vez
tenho tentado
entender meu corpo
sem sua boca
Rabisco minha própria pele
Aperto músculos e curvas
Procuro no espelho
por marcas invisíveis
que sinto que você deixou
Algumas partes parecem muito
Outras parecem pouco
Nada é exato
E na hora de dormir
tudo parece torto
Não tenho mais formato algum
desde que perdi
o molde do seu corpo

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