Essa minha mania
de desordem cronológica
É tão mais natural
viver no tempo errado
Chego sempre um pouco cedo
ou um pouco tarde demais
pra dar tempo
de fazer o certo
de fazer o errado
E a hora certa fica num instante
que por muito pouco não alcanço
Sempre falta um pouco
Sempre sobra um pouco
nesse tempo imóvel em que vivo
Nesse meio copo que nunca é cheio,
mas que também nunca esvazio
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