segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Depois dos Agudos

Torno útil o meu desfalque
Sinto saudades suas quando estamos testa a testa
Mas quando quebramos, volto a lembrar
que a falta que sinto é de mim
Sempre foi minha essa ausência
Pra prender, pra afastar,
pra fingir que pode ser
Sabendo desde o início,
que vou fugir, estragar
É desse espaço vazio que reclamo
Mas nada tento pra mudar

Tanto fiz, tanto fiz...
Escrevi, escrevi
o que agora tanto faz
Sobre o amor que acho que tive,
que foi menor a cada amor
Sobre vozes que confundo na memória,
cheiros que misturei no tempo
Sobre esses agudos que não lembro mais como alcancei
Esses rostos que já não conheço,
que colei nas paredes do quarto pra não deixar de adorar,
mas que só amei, só sofri
em versos dolorosos de tanta frustração.

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Esse é de 2005, talvez 2004.

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